Solteira sim, sem job nunca

O povo anda com medo de se comprometer. Vejo amigos enrolados até o pescoço no mesmo script: um, dois dates. A partir do terceiro job, a coisa começa a ficar esquisita. Será que é ok mandar whatsapp a qualquer hora? Ou chamar para uma festa na firma? É, as coisas parecem que estão ficando sérias.

E aí entra o problema do briefing: ninguém fala exatamente o que quer. Se existe possibilidade de contratação, o budget real ou se é só uma concorrência. Honestidade é caso raro, mas alinhar a expectativa das entregas é essencial para dar match também na vida real. Porque mandar mene é facinho, mas na hora de trocar textão as pessoas ficam com medo de se entregar.

Claro que todo mundo ama shippar os cases de sucesso, aqueles com cara de festival. Babar nas carreiras sólidas, de estagiário a VP com fotinho oficial de casamento. Mas ninguém tá disposto a se envolver de verdade. Quando as horas vão ficando mais extras, os amigos vão sentindo sua falta e o coração palpita se toca o celular, a geração Tinder se apavora. E no perfil dos mais saidinhos eles ainda têm coragem de admitir: “não namoro, faço freela.”

Créditos da imagem: Coisas com sentimentos

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